Gabinete vice-prefeita

Primeiros socorros são tema de formação continuada para Assistentes Técnicos Educacionais

A capacitação, visando a Lei Lucas, torna-se obrigatória em noções básicas de primeiros socorros para professores e funcionários de estabelecimentos de ensino, públicos e privados, de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil

01/10/2026 11h30 - Atualizada em 01/10/2026 15h10
Secom

Nesta última quarta-feira 30, a Instituição Toca da Serpente, em regime de colaboração com o Grupo Técnico Psicossociopedagógico (GTPSP) da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), trouxe consigo uma sequência de aulas para Assistentes Técnicos Educacionais (A.T.E) da Rede Municipal de Ensino (RME) de Benevides, visando a Lei Lucas nº 13.772/2018, que torna obrigatória, a capacitação em noções básicas de primeiros socorros para professores e funcionários de estabelecimentos de ensino, públicos e privados, de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil. Cerca de 170 pessoas participaram da formação. A instituição tem como objetivo, a atuação em ações sociais de saúde e educação ambiental, voltadas para as comunidades tradicionais da Amazônia.

O Formador Diretor Anderson Costa, da Equipe Toca, e seus colaboradores, ministraram ao longo do dia possíveis situações em que seria necessário o manejo adequado por parte dos profissionais, para socorrer crianças acidentadas em ambientes educacionais, trazendo informações elementares sobre diferentes tipos de sinistros, como fraturas, desmaios, queimaduras e convulsões, e quais são as atitudes que devem ser tomadas pelos professores responsáveis por estes alunos.

Identificar lesões, acionar equipe médica, tomar decisões mais rapidamente e com eficácia, podem garantir que uma criança acidentada sobreviva e tenha uma melhor recuperação. Além das aulas práticas e teóricas, os assistentes tiveram a oportunidade de participar de rodas de conversa, aplicação de testes breves para avaliação de conhecimento, assim como acompanharem vídeos explicativos e estudos de caso. Foi esclarecido pelos instrutores que há cada dois anos é necessário haver requalificação dos profissionais, uma exigência da Lei Lucas.

“A formação mudou minha percepção, porque mostrou que o professor também precisa estar preparado para agir diante de uma situação de emergência. Antes, eu via o conhecimento em primeiros socorros como algo mais voltado para profissionais da saúde, mas hoje entendo que, dentro da escola, saber como agir de forma rápida, segura e responsável pode fazer toda a diferença para proteger uma criança e até salvar uma vida. Agradeço a todos da equipe que de certa forma nos prepararam para eventuais acontecimentos em diversos ambientes”, disse a ATE Milena Ribeiro, Maternal I-B, do CMEI Berço da Liberdade.

Os professores puderam experimentar, durante as aulas práticas, de que forma devem agir em situações pontuais, como engasgos de crianças e bebês, fraturas expostas, manuseio de medicações, sobretudo visando a área da Educação Especial, onde os ATE’s atuam diretamente.

“Como ATE, percebo que minha prática deve ir além do acompanhamento pedagógico, envolvendo também atenção, prevenção, cuidado e a segurança dos alunos no dia a dia. Pretendo colocar esse aprendizado em prática, estando mais atento e seguro para agir quando necessário”, disse Charlyson Araújo, ATE da EMEF Paraíso do Murinin, da turma de 1º ano.